Fonte: Agita News Oficial
Colaboradores dos Aldeamentos Turísticos da TAAG mostram-se agastados com a situação actual dos aldeamentos turísticos da TAAG. Segundo os mesmos, apesar de várias denúncias públicas, nas quais têm sido expostas alegadas situações de desvios arbitrários de bens da empresa e desvios de dinheiro, até ao momento não foi aberta nenhuma investigação pela actual gestão de Pedro Luís Pinheiro, que, segundo os colaboradores, actualmente reformado, preocupa-se mais com os seus interesses pessoais do que com a empresa.
Segundo os colaboradores, o aldeamento lucra anualmente cerca de 300 milhões de Kz. De salientar que a empresa funciona há mais de 30 anos e os funcionários ganham actualmente um salário mínimo de 100 mil Kz, sem direito a quaisquer subsídios.
Os trabalhadores denunciam ainda que não existe diferença entre categorias profissionais, uma vez que técnicos administrativos e trabalhadores de limpeza auferem o mesmo salário. Alegam igualmente falta de crescimento profissional, atrasos salariais constantes e revelam que, até à presente data, os funcionários continuam sem receber os seus salários.
Após a última denúncia, Pedro Luís Pinheiro terá solicitado uma audiência com Miguel Carneiro para abordar a situação dos aldeamentos. Os colaboradores, contudo, afirmam que sabem que o mesmo não irá falar em prol dos trabalhadores, porque, segundo dizem, isso não lhe interessa.
Ainda de acordo com as denúncias, Pedro Luís Pinheiro terá elaborado um memorando dirigido ao actual PCE, explicando que a empresa não pode ser privatizada ou vendida. Os colaboradores, porém, levantam suspeitas sobre as verdadeiras intenções da iniciativa e afirmam que tudo o que ele mais quer é permanecer na gestão para continuar a beneficiar dos recursos da empresa.
Os colaboradores acusam ainda Pedro Luís Pinheiro de, alegadamente, dividir dinheiro da empresa com alguns administradores da TAAG para garantir a sua permanência na direcção dos aldeamentos.
DENÚNCIA QUE CAUSA MEDO ENTRE OS COLABORADORES
Outro aspecto denunciado pelos trabalhadores está relacionado com alegadas práticas de feitiçaria dentro dos aldeamentos. Segundo os colaboradores, Pedro Luís Pinheiro, juntamente com o bispo Felner, que supostamente seria seu assessor, tem realizado constantemente rondas durante as manhãs pelo aldeamento, espalhando determinados líquidos nos cantos da empresa.
Os trabalhadores afirmam que esta prática seria constante e que tem provocado frustração e medo entre os colaboradores.
Pedro Luís Pinheiro é igualmente acusado de ter obrigado alguns funcionários a criarem contas falsas no Facebook para fazer comentários positivos sobre a sua pessoa nas publicações relacionadas com as denúncias.
TRABALHADORES QUESTIONAM O DECRETO PRESIDENCIAL
Os colaboradores afirmam ainda não serem trabalhadores efectivos da TAAG e questionam qual será o seu futuro face ao Decreto Presidencial n.º 334/26, de 25 de Agosto, que, segundo os mesmos, autoriza a transição de trabalhadores contratados para o quadro definitivo da função pública num prazo de até 15 dias.
“Como será a situação dos funcionários dos aldeamentos com este decreto? Continuaremos nesta situação de vulnerabilidade? Continuaremos a ser tratados como escravos no nosso próprio país?”, questionam.
Perante a situação, os trabalhadores levantam ainda a possibilidade de paralisarem as actividades e recorrerem à greve como forma de chamar a atenção das autoridades e exigirem mudanças na gestão.
APELO A MIGUEL CARNEIRO
Miguel Carneiro, não caia na lábia de Pedro Pinheiro. Este ser é desleal, mentiroso. Sabemos que o senhor tenciona fazer uma visita aos aldeamentos, e a direcção está a tentar deixar a casa bonita só para transparecer que está tudo bem. Mas estamos num caminho rumo à falência pela má gestão.
Os trabalhadores apelam, por isso, à Administração da TAAG e às entidades competentes para que olhem com atenção para a situação dos Aldeamentos Turísticos da TAAG e para as condições laborais dos seus colaboradores.
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