Fonte: Agita News Oficial
O PCE da TAAG, Jaime Miguel Carneiro, falou hoje aos colaboradores da TAAG e convidados, incluindo o Ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de Abreu, durante uma reunião de Quadros II — Educação, realizada no Hotel Epic Sana.
Durante a intervenção, Jaime Miguel Carneiro afirmou que a maioria dos trabalhadores actualmente despedidos da TAAG foi despedida por justa causa e que estes pedem a sua reintegração. A pergunta que não se quer calar, caro Sr. PCE Jaime Miguel Carneiro, é a seguinte:
Na altura em que o seu amigo Nilson Vieira, ex-Director da Direcção de Informática da TAAG, havia sido finalmente despedido por Manuela Pardal e Nelson Rodrigues de Oliveira, após duas tentativas de despedimento travadas por si, Sr. Jaime Miguel Carneiro, também considera o despedimento do seu amigo Nilson Vieira por justa causa?
Recorde-se que vários portais chegaram a publicar matérias sobre o despedimento do mesmo. Se sim, por que motivo, tão logo o Sr. Jaime Miguel Carneiro tomou posse do cargo de Presidente da Comissão Executiva da TAAG, mandou recolocar de volta na TAAG o seu amigo Nilson Vieira?
A ponto de já não esconder, enquanto o mesmo ficava a desfilar pela FILDA.
Existem excepções no actual Conselho de Administração Executivo da TAAG que não medem esforços quando se trata de violar drasticamente a Lei Geral do Trabalho ou quando o assunto envolve trabalhadores antigos sem padrinhos na cozinha?
Hoje ficou claro que, para o actual Conselho de Administração, os trabalhadores antigos não têm valor algum, porque, para eles, somos todos incapacitados. Os únicos capacitados são os seus familiares que ingressaram na TAAG entre 2024 e 2026, assim como a Sra. Raina Conceição Neto, sobrinha do Sr. Amílcar Conceição, ex-Director do Gabinete do ex-Secretário de Estado para a Aviação, Rui Carreira.
Bem como vários outros familiares de Jaime Miguel Carneiro, Neide Teixeira, Clóvis Rosa, Cidalina Sales, entre outros.
Brevemente, o pessoal da Direcção de Operações de Terra será todo transferido para a empresa privada Menzies. De igual modo, a área de segurança da TAAG será reduzida em 80% e as lojas da TAAG vão fechar.
Ou aproveitar-se de pequenos erros para despedir trabalhadores com mais de 18 anos de casa, porque, segundo vocês da “Universidade Oxford”, estes estão incapacitados?
Se estão incapacitados, como conseguiram manter a TAAG a voar durante todos estes anos?
Como é possível, em épocas de campanhas eleitorais, um Ministro totalmente ligado à Presidência acompanhar este discurso de despedimento de vários trabalhadores, alegadamente todos por justa causa, e consentir?
Será que a infracção cometida por estes trabalhadores não poderia ter sido descontada dos seus salários, de forma a preservar os empregos, tal como prevê o plano do Executivo de garantir empregos para os jovens?
Como é possível uma Neide Teixeira, camarada do Partido MPLA, em épocas de campanha eleitoral, promover tais despedimentos?
Como é possível o mesmo acontecer com o Sr. Jaime Miguel Carneiro e Clóvis Rosa?
Será que estes senhores tencionam sabotar a campanha do Partido MPLA ou o problema nunca foi o Conselho de Administração, mas sim o próprio Ministro?
O que esperam destes trabalhadores despedidos e dos seus familiares?
Será que votarão no MPLA? Ou estes votos irão para a oposição?
Já que o próprio pai está a matar os filhos dentro de casa.
Há relatos de um trabalhador de nome Victor que teve um AVC no transporte do serviço para casa e foi despedido pela TAAG por estar incapacitado.
Este despedimento também foi por justa causa?
Há relatos de trabalhadores a morrerem na comarca por agregado irregular, quando, na verdade, a maioria dos trabalhadores da TAAG possuía agregados irregulares, na sua maioria trabalhadores antigos do Capital Humano.
Uma vez que hoje o actual PCE falou bem e disse que tem de se rever a política de agregados para atribuição de bilhetes de facilidades, porque algumas pessoas já perderam os seus pais e podem querer agregar quem os criou e não conseguem, porém aquele grupo restrito do Capital Humano sempre conseguiu e continua impune.
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