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VITORINO CATUMBELA SÁ CRITICA REJEIÇÃO DE CANDIDATURA DE HIGINO CARNEIRO E ALERTA PARA REVÉS NA DEMOCRACIA INTERNA DO MPLA

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VITORINO CATUMBELA SÁ CRITICA REJEIÇÃO DE CANDIDATURA DE HIGINO CARNEIRO E ALERTA PARA REVÉS NA DEMOCRACIA INTERNA DO MPLA

Fonte: Agita News Oficial

O jurista e analista político Vitorino Catumbela Sá considera que a rejeição da candidatura do General Higino Carneiro à liderança do MPLA constitui um sério revés para a democracia interna do partido.

Na sua análise, o também docente universitário defende que a decisão poderá ter implicações políticas e institucionais na forma como o processo sucessório é percepcionado pelos militantes e pela sociedade angolana.

Para Catumbela Sá, a exclusão de uma candidatura com expressão política levanta dúvidas quanto à transparência, à imparcialidade e ao respeito pelo pluralismo de ideias no seio do MPLA.
“Um partido que se reclama defensor dos princípios democráticos deve assegurar que todos os candidatos que preencham os requisitos estatutários possam disputar a liderança em condições de igualdade”, afirmou.

O analista sustenta que a democracia interna não se fortalece com a limitação da concorrência, mas sim com a promoção de um debate aberto, competitivo e transparente, que permita aos militantes escolher livremente o projecto político que considerem mais adequado para o futuro da organização.

Segundo o jurista, decisões desta natureza podem transmitir a ideia de que o processo interno está excessivamente condicionado, o que poderá reduzir a confiança dos militantes e alimentar dúvidas sobre o compromisso do partido com os princípios da participação e da alternância de ideias.

Catumbela Sá defende ainda que o fortalecimento das instituições partidárias passa pela valorização da diversidade de opiniões e pela criação de mecanismos que garantam processos eleitorais internos credíveis, inclusivos e transparentes, capazes de reforçar a legitimidade da liderança a ser eleita.

As declarações do analista surgem num momento em que o debate em torno da sucessão na liderança do MPLA continua a mobilizar dirigentes, militantes e observadores políticos, tornando a questão da democracia interna num dos temas centrais da actualidade política angolana.

Agita News Oficial

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