Fonte: Agita News Oficial
Trabalhadores dos aldeamentos turísticos da TAAG denunciam alegadas irregularidades na gestão dos três empreendimentos da companhia, localizados em Luanda, Lubango e África do Sul, todos sob responsabilidade de Pedro Luís Pinheiro.
Segundo a denúncia, há cerca de 10 anos o gestor lidera os hotéis da TAAG de forma desonesta, alegadamente praticando desvios de receitas, pagando baixos salários aos funcionários, sem subsídios, e mantendo condições de trabalho que os denunciantes consideram desumanas. Ainda de acordo com a denúncia, as contas bancárias da empresa encontram-se no seu computador pessoal, sendo efetuadas transferências arbitrárias. Os trabalhadores afirmam também que despesas da sua casa e dos seus filhos têm as faturas encaminhadas para a empresa para posterior reembolso.
Os denunciantes afirmam ainda que todo funcionário que reclama ou discute os seus direitos acaba por ser expulso da empresa, classificando o director como um gestor ditador e desumano. “Estamos preocupados com o futuro da empresa”, referem.
Outra acusação apresentada é que Pedro Luís Pinheiro foi diretor da antiga TAAG Air Charter e que, devido à sua alegada má gestão, a empresa entrou em falência, deixando milhares de trabalhadores desempregados. Segundo os trabalhadores, o mesmo cenário poderá repetir-se nos aldeamentos turísticos.
De acordo com a denúncia, a situação financeira dos aldeamentos deteriora-se de forma contínua. Os salários são pagos de forma faseada, levando muitos trabalhadores a receberem apenas entre os dias 18 e 20 do mês seguinte. Os denunciantes afirmam que esta prática se arrasta há vários anos e atribuem a situação à alegada ganância e má gestão dos responsáveis.
Os trabalhadores recordam ainda que os aldeamentos funcionam há mais de 30 anos e sempre geraram boas receitas para a empresa. Contudo, alegam que Pedro Luís Pinheiro continua no cargo por conveniência e acusam-no de continuar a roubar recursos da empresa.
A denúncia refere igualmente que vários bens da empresa, entre os quais um caminhão-cisterna de água, frigobares dos quartos e um gerador industrial, foram vendidos, sem que, segundo os trabalhadores, o dinheiro arrecadado tenha sido aplicado em benefício da empresa.
No final, os trabalhadores apelam à nomeação de líderes comprometidos com o serviço público e com o bem-estar dos funcionários, afirmando estar cansados da atual situação. Manifestam ainda esperança de que o novo PCE da TAAG, Miguel Carneiro, possa tomar medidas para salvaguardar o bom nome da companhia.
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