Fonte: Agita News Oficial
O ambiente interno na TAAG volta a ser marcado por um clima de forte tensão. Vários trabalhadores afirmam estar descontentes com a gestão do atual PCE, Jaime Miguel Carneiro, e manifestam preocupação com alegadas declarações que, segundo dizem, poderão colocar em risco a segurança de funcionários que recorreram aos canais internos de denúncia.
Segundo relatos de colaboradores, durante encontros com diferentes áreas da empresa, Jaime Miguel Carneiro terá afirmado que pretende partilhar com os visados as denúncias recebidas, incluindo a identidade dos respetivos denunciantes. A possibilidade de divulgação dessas informações está a gerar apreensão entre trabalhadores, que receiam represálias, intimidação e o agravamento do clima laboral.
Os funcionários recordam que, no tempo da administração liderada por Eduardo Fairen, foi criado um canal interno de denúncias para comunicação de alegadas irregularidades. Segundo os mesmos, durante a gestão seguinte muitos trabalhadores deixaram de utilizar esse mecanismo por falta de confiança na proteção da identidade dos denunciantes.
Face às alegadas declarações do atual presidente do Conselho de Administração, alguns colaboradores defendem que as autoridades competentes devem acompanhar a situação para garantir a proteção dos denunciantes e o cumprimento das boas práticas de governação corporativa.
Outro ponto que tem gerado forte contestação é a exigência do domínio da língua inglesa para todos os colaboradores. Trabalhadores questionam se esse requisito fazia parte das condições de recrutamento quando ingressaram na empresa e defendem que uma eventual mudança dessa natureza deve ser implementada através de um plano de formação, e não por imposição imediata.
Além disso, funcionários levantam dúvidas sobre a manutenção de parte da anterior Comissão de Administração, considerando que a renovação da gestão da companhia deveria ter sido mais profunda.
Entre as críticas também surgem alegações sobre a atribuição de bilhetes de facilidades em classes executiva e primeira classe a figuras públicas durante o período em que Jaime Miguel Carneiro era administrador da área comercial. Os trabalhadores pedem que estas alegações sejam objeto de auditoria e de esclarecimento público pelas entidades competentes, caso existam indícios de irregularidades.
Perante este cenário, vários colaboradores apelam ao ministro responsável pelo setor dos Transportes e ao Presidente da República para que acompanhem a situação da TAAG, promovam uma avaliação da atual administração e adotem as medidas que entenderem necessárias para salvaguardar a estabilidade da empresa, a proteção dos trabalhadores e a confiança na companhia aérea nacional.
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