O processo de alienação de ativos imobiliários do Banco de Poupança e Crédito (BPC), conduzido através do projeto BPC Imobiliária, está a ser alvo de fortes críticas por parte de fontes internas da instituição, que denunciam alegadas práticas de favorecimento na atribuição de imóveis colocados à venda.
Segundo as mesmas fontes, o modelo de alienação terá deixado de obedecer aos princípios da transparência e da igualdade de oportunidades, beneficiando alegadamente um grupo restrito de interessados com ligações à administração do banco ou ao seu círculo de relações pessoais.
Em 2025, o BPC anunciou a alienação, por via de leilão, de um vasto património imobiliário composto por habitações, espaços comerciais e terrenos, avaliados em cerca de 29,8 mil milhões de kwanzas e com uma área bruta superior a 5,5 milhões de metros quadrados.
Contudo, funcionários ouvidos sob condição de anonimato afirmam que existem alegados mecanismos internos destinados a limitar o acesso de potenciais compradores que não pertençam ao círculo de influência da gestão, comprometendo a transparência do processo.
As denúncias referem ainda que determinados imóveis recuperados pelo banco na sequência da execução de garantias hipotecárias terão regressado à posse dos antigos devedores, em circunstâncias que, segundo as fontes, merecem um escrutínio rigoroso por parte das autoridades competentes.
O alegado cenário tem alimentado um crescente clima de descontentamento entre trabalhadores e antigos quadros do BPC, que afirmam tratar-se de um problema recorrente ao longo de diferentes administrações.
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