Fonte: Agita News Oficial
A companhia aérea nacional TAAG – Linhas Aéreas de Angola continua a ser alvo de sucessivas denúncias relacionadas com a gestão da empresa. As acusações visam, sobretudo, membros do Conselho de Administração, numa altura em que o setor dos Transportes é tutelado pelo ministro Ricardo de Abreu.
De acordo com informações recolhidas pelo nosso portal Agita News Oficial, várias das pessoas nomeadas para cargos de direcção na transportadora são consideradas próximas do ministro dos Transportes. As mesmas fontes alegam ainda que alguns dos atuais responsáveis já exerceram funções de administradores noutras empresas públicas e, apesar de terem sido associados a polémicas no passado, voltaram a ser nomeados para cargos de elevada responsabilidade na TAAG.
Um antigo quadro sénior da TAAG, ouvido pelo nosso portal, afirmou que uma das alegadas práticas mais preocupantes na empresa é a subfaturação e a sobrefaturação em processos de aquisição de bens e serviços. Segundo a fonte, materiais que poderiam ser adquiridos em Angola a preços mais competitivos acabam por ser comprados no exterior por valores significativamente superiores, levantando suspeitas sobre a gestão dos contratos.
A mesma fonte sustenta ainda que o ministro Ricardo de Abreu teria conhecimento dessas alegadas práticas.
As recentes nomeações para a liderança da companhia, incluindo a do atual Presidente da Comissão Executiva (PCE), Miguel Carneiro, também são apontadas pela fonte como merecedoras de maior escrutínio por parte das autoridades competentes, tendo em conta que a empresa gere contratos que envolvem milhões de dólares.
O antigo quadro da TAAG vai mais longe e alega que funcionários da Presidência da República e elementos destacados no Serviço de Inteligência Externa (SIE), em algumas missões diplomáticas, deveriam igualmente ser abrangidos por uma eventual investigação, por suspeitas de envolvimento no alegado esquema. A fonte cita, como exemplo, Fernando Moniz, antigo director de Segurança da TAAG, alegando que os seus negócios terão sido descobertos pelo então PCE Nelson Rodrigues de Oliveira. Segundo a mesma fonte, essa situação levou Fernando Moniz a apresentar a sua carta de demissão, por considerar que não teria autoridade moral para denunciar Nelson Rodrigues de Oliveira, uma vez que ele próprio, enquanto membro do SINSE, alegadamente se teria deixado corromper por negócios realizados no seio da TAAG.
Perante estas denúncias, a fonte defende que o Presidente da República oriente instituições como o SINSE, a IGAE, o SIC e a PGR a realizarem uma investigação aprofundada e independente sobre os processos de contratação e aquisição de bens e serviços da TAAG, com o objectivo de esclarecer os factos, identificar eventuais responsabilidades e salvaguardar o interesse público.
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