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GRITO DE SOCORRO NA CASA MILITAR: DENÚNCIAS DE VENDA DE VAGAS, CORRUPÇÃO E PERSEGUIÇÃO INTERNA

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GRITO DE SOCORRO NA CASA MILITAR: DENÚNCIAS DE VENDA DE VAGAS, CORRUPÇÃO E PERSEGUIÇÃO INTERNA

Fonte: Agita News Oficial

As unidades da Casa Militar encontram-se, segundo denúncias recentes, num clima de crescente tensão e descontentamento, com alegações de irregularidades administrativas, disparidades salariais e alegados esquemas de corrupção no processo de ingresso nas Forças Armadas Angolanas (FAA).

De acordo com informações que circulam nas redes sociais e relatos atribuídos a efectivos da unidade Chacal (GOOE), terá sido identificado um suposto esquema envolvendo a venda de vagas para incorporação, com referência a alguns oficiais, entre os quais o major José Tchimbungo “Mexido”, o chefe de pessoal e quadros da unidade, bem como outros militares de diferentes patentes. As mesmas informações apontam ainda para o envolvimento de outros oficiais, como o major Chambai Cavendje e o subtenente Kamati Ulembe, ligados ao gabinete do comandante da unidade.

Segundo as denúncias, os envolvidos estariam a beneficiar de alegada proteção interna, o que, de acordo com os relatos, tem dificultado qualquer tipo de responsabilização ou investigação mais aprofundada. Os denunciantes afirmam que os pedidos de esclarecimento não têm recebido resposta adequada.

Outro ponto crítico levantado refere-se às alegadas disparidades no pagamento de salários entre diferentes unidades da Casa Militar, como USP, UDP e Chacal, apesar de exercerem funções de natureza semelhante.

Os militares afirmam ainda que, em algumas situações, aumentos salariais não teriam sido aplicados de forma uniforme, e que os retroativos estariam a ser pagos de forma incompleta, gerando forte insatisfação interna.

Segundo os mesmos relatos, a unidade Chacal terá recebido salários com atraso e sem os devidos ajustamentos salariais em determinados períodos, o que estaria a aumentar o clima de frustração entre os efectivos.

Para além das questões salariais, surgem também queixas relacionadas com a logística e alimentação. Os denunciantes afirmam que as condições de fornecimento alimentar estariam a ser comprometidas, com alegações de má gestão e controlo inadequado dos recursos destinados às unidades.

As denúncias apontam ainda para um ambiente de intimidação, onde militares que tentam expor irregularidades estariam sujeitos a ameaças de expulsão ou processos disciplinares. Há também referências a transferências e sanções a oficiais que teriam tentado denunciar situações internas.

Perante este cenário, os efectivos apelam a uma intervenção urgente das entidades competentes, incluindo os órgãos de defesa e o comando superior da Casa Militar, para uma eventual auditoria e investigação profunda às denúncias apresentadas.

Os militares afirmam que o nível de insatisfação é elevado e alertam para o risco de agravamento da situação caso não haja resposta institucional.

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