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FUNCIONÁRIOS DA TAAG PEDEM AO MINISTRO RICARDO DE ABREU A CRIAÇÃO DE UMA INSPEÇÃO À GESTÃO DE NEIDE TEIXEIRA

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FUNCIONÁRIOS DA TAAG PEDEM AO MINISTRO RICARDO DE ABREU A CRIAÇÃO DE UMA INSPEÇÃO À GESTÃO DE NEIDE TEIXEIRA

Fonte: Agita News Oficial

Tem-se notado um profundo descontentamento entre os colaboradores afetos à área de Capital Humano, liderada por Neide Teixeira, bem como em diversos outros sectores da TAAG.

Segundo informações recolhidas, Neide Teixeira tem humilhado, despromovido e despedido, sem hesitar, quadros antigos com mais de 10 anos de experiência na aviação, bem como jovens profissionais que muito têm contribuído para o crescimento da companhia.

Ainda de acordo com as mesmas informações, Neide Teixeira terá afirmado, nos bastidores, que pretende proceder à substituição em massa de todos os colaboradores que já encontrou na TAAG, alegando que estes não possuem a qualificação necessária. No entanto, levanta-se a seguinte questão: como podem profissionais que sustentaram e mantiveram a companhia em funcionamento durante períodos de profunda crise, numa altura em que a própria administradora sequer imaginava integrar a família TAAG, serem agora considerados sem qualificação?

Apela-se igualmente à realização de uma inspeção aos salários de todos os trabalhadores admitidos na TAAG por iniciativa de Neide Teixeira nos anos de 2024, 2025 e 2026.

Como exemplo, é citado o trabalhador Fábio Oliveira, apontado como amigo do director Helder Correia e genro da ex-administradora Manuela Pardal. Segundo as informações disponíveis, ambos trabalharam anteriormente na Refriango, assim como a própria Neide Teixeira.

Refere-se que Fábio Oliveira, com menos de dois anos de serviço na TAAG, aufere um salário superior a 4 milhões de kwanzas. Acrescenta-se que trabalha, na maior parte do tempo, à distância, dividindo a sua permanência entre a África do Sul e Angola, sem que, alegadamente, lhe sejam registadas faltas, beneficiando ainda de regalias consideradas acima do normal.

As mesmas fontes afirmam que Fábio Oliveira é um excelente profissional na área de informação, mas revela dificuldades na gestão de materiais aeronáuticos. Alegadamente, existem provas de sucessivos estrangulamentos provocados no sistema SAP, cujas falhas e erros acabam por ser corrigidos por trabalhadores antigos, com mais de 14 anos de experiência na aviação, que auferem salários entre 700 mil e 900 mil kwanzas, valores muito inferiores ao rendimento mensal atribuído a Fábio Oliveira.

Face a esta situação, pede-se ao novo Presidente do Conselho de Administração que investigue o salário de Fábio Oliveira, bem como o dos demais trabalhadores que desempenham as mesmas funções há muitos anos na TAAG.

Por fim, questiona-se quais os motivos que tornam este colaborador aparentemente intocável. Segundo as mesmas informações, tal dever-se-á à sua proximidade com o director Helder Correia. Acrescenta-se ainda que qualquer trabalhador que chame a atenção de Fábio Oliveira pelos alegados erros graves na gestão de materiais aeronáuticos passa a ser considerado inimigo de Helder Correia e, ao primeiro deslize, acaba por ser despedido, como se a Lei Geral do Trabalho de Angola estivesse subordinada à vontade de Neide Teixeira e Helder Correia, garantindo privilégios máximos ao grupo de colaboradores da sua confiança.

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