Fonte: Agita News Oficial
Um grupo de colaboradores afeto à área de Capital Humano da TAAG – Linhas Aéreas de Angola decidiu tornar públicas alegadas práticas de favorecimento e tratamento desigual que, segundo denunciam, estariam a ocorrer no seio da companhia aérea nacional.
De acordo com as informações remetidas à nossa redação, os trabalhadores apontam para a recente admissão de Elson Galiano, alegadamente recrutado sob orientação da Administradora para a área de Capital Humano, Neide Teixeira. Segundo os denunciantes, o colaborador terá sido integrado na empresa com um salário superior ao auferido por diversos Chefes de Divisão da TAAG, situação que tem gerado forte descontentamento entre os funcionários mais antigos.
As denúncias indicam que o referido colaborador beneficia de regalias normalmente reservadas a cargos de direção e subdireção, incluindo a atribuição de uma viatura de serviço e outros benefícios considerados incompatíveis com a função que atualmente desempenha.
Os trabalhadores questionam os critérios utilizados para a atribuição destes privilégios e alegam existir um tratamento diferenciado entre os novos quadros recrutados pela atual administração e os colaboradores que há vários anos servem a companhia. Para os denunciantes, estas práticas poderão comprometer o ambiente organizacional e o princípio da igualdade de oportunidades dentro da empresa.
Além das críticas dirigidas à administração da TAAG, os funcionários manifestam preocupação com o que consideram ser um silêncio das autoridades competentes perante as sucessivas denúncias que têm vindo a público sobre a gestão da transportadora aérea nacional.
Os colaboradores apelam igualmente à atenção do Presidente da República, recordando declarações públicas em que o Chefe de Estado afirmou que ninguém está acima da lei e que todos os cidadãos e gestores públicos devem responder pelos seus atos quando existam irregularidades comprovadas.
“Por que motivo continua a existir tanto silêncio perante tudo o que está a acontecer na TAAG?”, questionam os denunciantes, que defendem uma investigação aprofundada às alegações de favorecimento, gestão de recursos humanos e atribuição de benefícios na companhia.
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