Fonte: Agita News Oficial
O ambiente interno no Petro de Luanda está a gerar críticas e descontentamento entre funcionários e antigos colaboradores, segundo relatos recolhidos por este portal. As insatisfações têm como alvo a gestão liderada por Tomás Faria.
De acordo com fontes próximas do clube, o antigo atleta Mateus Lúcio Lopes Joaquim, conhecido por Lúcio , terá afirmado numa reunião que vários funcionários manifestavam insatisfação com a direcção. Segundo as mesmas fontes, cerca de três meses depois dessas declarações, Lúcio foi reformado.
Outro ponto que tem suscitado debate são os critérios de contratação. Há alegações de que parte dos trabalhadores admitidos recentemente mantém laços familiares com o presidente do clube, Tomás Faria.
O nome do histórico basquetebolista Carlos Morais, também volta a ser mencionado. Conforme relatos, durante uma gala o atleta denunciou a existência de prémios em atraso, que, segundo disse, se acumulavam há vários anos. Alegadamente, após as declarações públicas, a relação com a direcção deteriorou-se, o que terá culminado no fim da sua ligação ao clube.
Na modalidade de andebol, fontes próximas afirmam que a atleta Teresa Almeida, conhecida por “Ba", terá solicitado a intervenção de um dirigente da Sonangol junto da direcção do Petro, com o objectivo de viabilizar o pagamento de salários em atraso aos profissionais da modalidade. Segundo as mesmas fontes, após a iniciativa chegar ao conhecimento do presidente, a jogadora terá sido afastada, vindo posteriormente a abandonar a carreira.
As fontes ouvidas sustentam ainda que Tomás Faria assume publicamente uma postura diferente daquela que, alegadamente, pratica na gestão interna. Acrescentam que, nos últimos anos, vários profissionais que reclamaram subsídios em atraso enfrentaram dificuldades ou alegadas represálias.
As denúncias referem também que este cenário não se verifica no futebol, modalidade em que, segundo as mesmas fontes, os subsídios são pagos com maior regularidade por ser considerada prioritária pela actual direcção.
Até ao fecho desta edição, a direcção do Petro de Luanda não se pronunciou sobre as alegações.
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