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SILÊNCIO DO GENERAL FURTADO INQUIETA AUTORES DE SUPOSTA CABALA

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SILÊNCIO  DO GENERAL FURTADO INQUIETA AUTORES DE SUPOSTA CABALA

Fonte: Agita News Oficial

Informações apuradas dão conta de que o silêncio do general Francisco Pereira Furtado tem causado preocupação e desconforto entre os seus detratores, apontados como os principais responsáveis pela alegada campanha montada para denegrir a imagem do renomado oficial general na reforma, que ao longo da sua carreira ocupou cargos de grande relevância nas Forças Armadas Angolanas.

Segundo fonte próxima ao general, vários órgãos de comunicação privados tentaram contactá-lo para uma entrevista sobre o caso que dominou os debates nos últimos dias em Angola, envolvendo um transsexual que, de acordo com informações postas a circular, teria sido alegadamente pago para formular acusações contra o antigo chefe da Casa Militar do Presidente da República.

As mesmas fontes afirmam que o Presidente da República, João Lourenço, terá sido abordado pela Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, que considerou todo o episódio como uma alegada cabala contra o general Furtado. Segundo informações de bastidores, o Chefe de Estado terá ficado sensibilizado com a situação, sobretudo após as repercussões geradas em torno da exoneração do general.

Entretanto, fontes ligadas ao antigo responsável militar garantem que Francisco Pereira Furtado continua a receber forte apoio da família, com destaque para a esposa, amigos próximos e diversas entidades nacionais e internacionais com quem mantém relações institucionais e pessoais construídas ao longo de décadas de serviço ao Estado angolano. Entre os gestos de solidariedade recebidos, destaca-se um convite especial formulado pelo presidente do FC Porto para assistir a uma partida na tribuna VIP do Estádio do Dragão, em Portugal.

Com quase 51 anos de serviço, o general Francisco Pereira Furtado possui um percurso marcante nas Forças Armadas Angolanas. Foi escolta do primeiro Presidente da República, Agostinho Neto, e do antigo ministro da Informação, Manuel Rui Monteiro. Ao longo da sua trajectória, exerceu funções de comandante em várias regiões militares, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas e, mais recentemente, chefe da Casa Militar do Presidente da República.

Fontes recordam ainda que esta não é a primeira vez que o general enfrenta alegadas tentativas de descredibilização. Uma das situações mais marcantes teria ocorrido durante o consulado do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, quando o então chefe da Contra-Inteligência Militar, general António José Maria, conhecido como “Zé Maria”, terá elaborado um relatório com alegadas acusações contra Francisco Pereira Furtado.

De acordo com informações recolhidas, o desentendimento surgiu após o general Furtado recusar uma orientação relacionada à despromoção do general Fernando Garcia Miala. Na altura, alegava-se que a promoção de Miala ao grau de general teria ocorrido sem o devido conhecimento do Estado-Maior General, situação considerada irregular por alguns sectores militares. Esta posição de Furtado terá desagradado determinados círculos de influência, culminando posteriormente na sua exoneração do cargo de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas.

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