Fonte: Agita News Oficial
Crescem as críticas em torno da estratégia do Ministério dos Transportes e da actual gestão da TAAG, sobretudo no que diz respeito à definição de uma política clara para a frota aérea nacional.
Segundo informações e opiniões que circulam no sector, o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, é acusado de apresentar sucessivas promessas ao Presidente da República, aos demais governantes e à população, sem que, até ao momento, sejam visíveis resultados concretos à altura das expectativas criadas.
Entre as principais preocupações está a estratégia para a renovação e expansão da frota da TAAG, num momento em que a companhia aérea nacional enfrenta desafios relacionados com a disponibilidade de aeronaves, regularidade dos voos e capacidade de resposta às necessidades do mercado.
Críticos defendem, por isso, que o ministro dos Transportes deve prestar esclarecimentos públicos sobre as medidas adoptadas para o sector e sobre os resultados alcançados. Há igualmente quem defenda a necessidade de uma avaliação mais profunda da sua gestão e, caso existam indícios de irregularidades, o devido encaminhamento às autoridades competentes para a averiguação dos factos.
Outra questão levantada está relacionada com a ocupação dos voos. Segundo relatos, existem situações em que determinadas ligações são realizadas com baixa procura, incluindo voos que, no próprio dia da viagem, apresentam lugares disponíveis em número significativo. Para os críticos, esta realidade exige uma análise rigorosa da estratégia comercial, do planeamento das rotas e da gestão operacional da companhia.
Também são questionadas algumas escolhas feitas na estrutura de gestão do sector. Há críticas segundo as quais determinadas nomeações poderão estar mais relacionadas com relações de proximidade e confiança do que com experiência e conhecimento técnico do sector da aviação.
Os críticos consideram ainda que a aposta em figuras mais preocupadas com a exposição nas redes sociais do que com a apresentação de resultados concretos não resolve os problemas estruturais da TAAG. A presença de dirigentes em viaturas de luxo e em eventos públicos, por si só, não representa uma estratégia para recuperar a companhia aérea nacional.
Com a aproximação do ciclo político de 2027, aumenta a pressão para que o Ministério dos Transportes apresente resultados concretos e deixe de trabalhar apenas com base em anúncios e promessas.
A questão central colocada pelos críticos é simples: qual é, afinal, a estratégia de longo prazo para a frota da TAAG e quando poderão os angolanos conhecer resultados concretos?
As alegações sobre eventuais favorecimentos, incompetência na gestão ou utilização indevida de recursos públicos devem, contudo, ser devidamente comprovadas e, quando necessário, submetidas às entidades competentes para investigação.
O debate sobre o futuro da TAAG promete continuar, sobretudo porque a companhia aérea nacional é considerada estratégica para a mobilidade interna, para a ligação de Angola ao exterior e para a própria imagem do país.
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