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QUEM DENUNCIOU OS MÚSICOS ANGOLANA DAVID ZÉ, URBANO DE CASTRO E ARTUR NUNES NO 27 DE MAIO?

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QUEM DENUNCIOU OS MÚSICOS ANGOLANA DAVID ZÉ, URBANO DE CASTRO E ARTUR NUNES NO 27 DE MAIO?

Fonte: Agita News Oficial

Passados 49 anos desde os trágicos acontecimentos do 27 de Maio de 1977, Angola continua marcada por um dos episódios mais sangrentos e dolorosos da sua história. O chamado “Fraccionismo” deixou feridas profundas em milhares de famílias angolanas, muitas das quais ainda hoje choram pelos seus entes queridos desaparecidos, executados sem julgamento e sepultados em locais desconhecidos.

Entre as vítimas que mais indignação e comoção causaram ao povo angolano estão os músicos David Zé, Urbano de Castro e Artur Nunes, três das maiores referências da música nacional após a independência. Donos de enorme popularidade e admirados pelo povo, os artistas acabaram tragicamente assassinados em circunstâncias que continuam envoltas em mistério.

O nosso portal Agita News Oficial contactou várias figuras angolanas residentes na diáspora, algumas das quais afirmam ter presenciado episódios ligados às perseguições e execuções ocorridas durante aquele período sombrio. Segundo relatos recolhidos, muitos cidadãos foram denunciados por pessoas próximas, incluindo amigos e colegas de confiança.

No caso dos três músicos, informações apontam que os mesmos terão sido traídos por alguém do seu círculo de convivência, que os identificou junto da DISA, acusando-os de ligação ao alegado movimento fraccionista. Até hoje, o nome do suposto denunciante continua envolto em silêncio e especulações, alimentando revolta e curiosidade entre os angolanos.

Recentemente, os restos mortais dos músicos terão sido encontrados numa vala comum no chamado Cemitério da 14, local onde também foram localizados centenas de corpos, num caso que voltou a abalar profundamente o país e reacendeu o debate sobre a necessidade de verdade, justiça e reconciliação nacional.

O portal Agita News Oficial continuará a investigar o caso junto de fontes em Angola e na diáspora, com o objectivo de trazer ao público novos detalhes sobre quem terá estado por detrás da denúncia que levou à morte brutal dos três ícones da música angolana.

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