Fonte: Agita News Oficial
No dia 29 do mês e ano corrente, a IGAE passou a ter uma nova Inspectora, Felisbela Maria da Costa Pereira Francisco, e, como é óbvio, recebeu das mãos do seu antecessor, Dr. João Pinto, novo Provedor de Justiça, as pastas, em conformidade com a Constituição e a legislação administrativa aplicável.
Sucede que, logo após a recepção da nova Inspectora, no primeiro contacto com a instituição e os funcionários na sala de reuniões do órgão, João Pinto, ao fazer o ponto de situação, fez o que não é recomendável para quem está a deixar um órgão. Pois já se sabe que, nestas circunstâncias, o que faz bem fica marcado nos anais da instituição; o que fez mal persegue-o; e o que não fez tem de deixar para o recém-nomeado.
Porém, o Dr. João Pinto, ao deixar o cargo, queimou os seus adjuntos, que, diga-se, os havia encontrado, disparou contra alguns técnicos por malícia e, dentre estes, alguns identificados como seus contemporâneos.
Como se não bastasse, levantou situações mesquinhas que ele mesmo, na qualidade de chefe, já havia ultrapassado pela sua irrelevância, o que deixou claro que não gostou de deixar a cadeira e deu pistas para que a nova Inspectora se desfaça daqueles que com ele trabalharam, levantando-se questões sobre a ética na Administração Pública, uma das bandeiras do seu mandato. Se tivermos em atenção que um problema resolvido não pode ser levantado quando lhe convém.
Acto contínuo, na ENAP, num acto mais alargado, no seu discurso de despedida, depois de se ter gabado de que encontrou os funcionários da IGAE cabisbaixos, desmotivados e tristes por falta de incentivos, afirmou ter sido ele quem criou os diplomas actuais que dão corpo à IGAE, que, a propósito, segundo os técnicos ouvidos sobre a matéria, não têm valor substancial para além dos regulamentos das áreas que já estavam em curso e do subsídio remuneratório, que também foi um processo iniciado pelos seus antecessores, Dr. Sebastião Domingos Gunza e o Comissário Ângelo da Veiga Tavares, com os quais fugia ao contacto, alegando não ter nada para tratar com estes.
No entanto, à sua sucessora sugeriu que o tivesse como conselheiro e o consultasse ao tomar certas decisões, sobretudo que seguisse a regra de dar continuidade a tudo o que tinha começado e, talvez, até às suas acções pedagógicas, que deixaram a IGAE impotente na fiscalização da Administração Pública, facto que levou a sociedade a reconhecer mais utilidade e dinâmica aos seus antecessores.
Entretanto, omitiu dizer que quase descaracterizou a IGAE operacional que encontrou, com exonerações, muitas delas injustificadas, e nomeações de seus parentes próximos para delegados provinciais e outros cargos intermédios (já aqui denunciados), aos quais sugeriu que não fossem mexidos.
É a isso que julgamos ser uma falta gritante de ética, que soa a algo doentio e leva a pensar que ele não gostou de sair, o que o coloca muito mal na fotografia e corporiza a sua máxima: “mwo kwenda mo kumona, mo kumona mo kwegia”.
Importa lembrar que o Presidente da República, João Lourenço, ao conferir posse na manhã de sexta-feira, dia 29, à responsável nomeada na quarta-feira, dia 24, proferiu as seguintes palavras:
“Nós apostamos, desta vez, numa jovem que tem um futuro promissor, a julgar pelos resultados que obteve no desempenho das funções de directora do FADA.
Parece estar a sair de uma área que não tem nada a ver com as novas funções que vai passar a desempenhar a partir de hoje, mas, a julgar também pelo seu currículo, temos a certeza de que vai, igualmente, ter sucesso na Inspecção-Geral da Administração do Estado.
O país conta consigo, não apenas para hoje, mas, sobretudo, para o futuro. Temos que olhar lá para a frente.”
Deixando a perceber que a IGAE é um caminho para outras funções.
O nosso portal Agita News Oficial felicita a nova Inspectora e aconselha-a a não seguir as dicas de João Pinto, que não fazem sentido, pois é unânime a opinião de que ele não fez nada de visível na IGAE.
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