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BUREAU POLÍTICO DO MPLA ACUSADO DE VIOLAR ESTATUTOS AO DECLARAR APOIO A JOÃO LOURENÇO

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BUREAU POLÍTICO DO MPLA ACUSADO DE VIOLAR ESTATUTOS AO DECLARAR APOIO A JOÃO LOURENÇO

O comunicado final do Bureau Político do MPLA continua a gerar fortes reações no seio partidário, sobretudo devido ao alegado apoio “incondicional” manifestado à intenção de recandidatura do Presidente João Lourenço à liderança do partido.

Segundo fontes críticas dentro do MPLA, o posicionamento público divulgado pelo Secretariado do Bureau Político estaria em desacordo com a alínea k) do artigo 31.º dos estatutos do partido, que estabelece princípios de funcionamento interno e respeito pelos procedimentos orgânicos.

A controvérsia aumentou após a divulgação pública da posição partidária pelo secretário do Departamento de Informação e Propaganda (DIP), Esteves Hilário, cuja atuação tem sido alvo de fortes críticas de vários militantes e quadros históricos do partido.

Para alguns membros, a comunicação feita à imprensa surpreendeu até dirigentes do próprio Bureau Político, que alegadamente não esperavam uma formulação tão explícita de apoio político antecipado à candidatura de João Lourenço.

Fontes internas defendem que, do ponto de vista estatutário, a manifestação de interesse à liderança do MPLA deve ser tratada como um acto individual do candidato, cabendo ao Bureau Político apenas tomar conhecimento da intenção apresentada, sem qualquer manifestação prévia de apoio formal ou alinhamento político institucional.

“Bastava que o comunicado dissesse apenas que os membros do Bureau Político tomaram conhecimento da intenção de candidatura. Ponto final”, sustenta uma das posições críticas que circula entre militantes.

Outro ponto que gerou debate interno foi a manifestação pública de apoio feita pelo primeiro-secretário provincial do MPLA na Lunda-Sul, Gildo Matias, interpretada por sectores críticos como demonstração de desconhecimento dos próprios documentos orientadores do partido.

Entre os críticos, há quem considere que certos posicionamentos reflectem práticas de “paraquedismo político”, associadas à tentativa de preservação de cargos e influência dentro da estrutura partidária.

“Um militante com mérito, convicção ideológica e consciência partidária não se submete a este tipo de exposição política”, afirmam vozes ligadas à ala crítica.

O caso reacende o debate sobre democracia interna, liberdade de posicionamento e interpretação dos estatutos do MPLA, numa altura em que aumentam as movimentações políticas em torno da sucessão e renovação da liderança partidária..

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