Fonte: Agita News Oficial
Informações políticas recolhidas por fontes ligadas às estruturas locais do MPLA indicam um crescente ambiente de insatisfação em vários municípios da província de Luanda, cenário que poderá complicar seriamente a estabilidade política do actual Primeiro Secretário Provincial do partido, Luís Nunes.
Segundo informações, os actuais Primeiros Secretários Municipais e administradores enfrentam elevados níveis de rejeição interna, fraca ligação às bases e ausência de aceitação popular, factores que podem influenciar negativamente futuras conferências municipais e disputas internas do partido.
Analistas políticos consideram que a situação se agrava pelo facto de muitos administradores municipais não serem naturais dos municípios que dirigem, realidade que, segundo militantes, tem dificultado a identificação política entre dirigentes e a população local.
No município do Cazenga, por exemplo, Nádia Neto é apontada por sectores internos como uma dirigente sem forte aceitação junto das bases partidárias.
Em Cacuaco, Fernando Francisco João também enfrenta críticas ligadas à sua actuação administrativa e ao distanciamento das estruturas locais.
Já no Hoji-ya-Henda, Oliveira Bastos é frequentemente referido por militantes como uma das figuras mais contestadas da actual administração municipal, podendo enfrentar sérias dificuldades caso surjam candidaturas alternativas com forte apoio popular.
No município de Viana, Demétrio Sepúlveda igualmente é apontado como uma figura sem forte ligação social ao município, situação que, segundo observadores, fragiliza o seu posicionamento político interno.
Na Ingombota, Milca Caquesse também enfrenta críticas recorrentes. Alguns munícipes e militantes acusam a administradora de manter uma postura considerada arrogante e distante da população, cenário que poderá abrir espaço para candidaturas com maior aceitação local.
As mesmas preocupações políticas começam igualmente a surgir em municípios como Kilamba Kiaxi, Mulenvo,Rangel, Samba, Maianga, Talatona, Camama, Mussulo e Kilamba.
A única excepção apontada por várias fontes partidárias é o município de Belas, onde o actual administrador continua a beneficiar de níveis consideráveis de aceitação popular e apoio interno.
Por essa razão, uma eventual derrota humilhante de figuras próximas da actual liderança provincial poderá ser interpretada internamente como um sinal claro de desgaste político da direcção liderada por Luís Nunes.
Nos bastidores do partido, cresce o receio de que o excesso de confiança em estruturas administrativas sem forte legitimidade popular possa acabar por produzir um efeito contrário nas futuras batalhas internas do MPLA em Luanda.
Porque, no final, as bases partidárias podem até permanecer em silêncio durante muito tempo, mas quando chega o momento do voto interno, o silêncio também fala.
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